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Aquiles Barboza da Silva, ligado ao movimento tradicionalista e ao folclore do Estado, foi alvo de ofensas nas redes sociais após participação em congresso nacional

O folclorista gaúcho Aquiles Barboza da Silva se tornou alvo de ataques homofóbicos nas redes sociais após participar do Congresso Brasileiro de Folcloristas, evento que reúne pesquisadores e agentes culturais de diversas regiões do país. O caso gerou repercussão no meio cultural e levou a Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul a divulgar uma nota oficial de repúdio.

Aquiles atua como coordenador do Colegiado Setorial de Folclore e Tradição Gaúcha do Estado, participando de iniciativas voltadas à preservação e valorização das tradições culturais gaúchas. Após publicações relacionadas ao evento nacional, o pesquisador passou a receber mensagens ofensivas e comentários discriminatórios em plataformas digitais.

A situação chamou a atenção de representantes do setor cultural e motivou manifestações de solidariedade. Diante do episódio, a Secretaria da Cultura do Estado afirmou que atitudes desse tipo são incompatíveis com os valores defendidos pelas políticas culturais públicas.

Em nota oficial, a pasta declarou repúdio às manifestações preconceituosas dirigidas ao folclorista e reforçou que qualquer forma de discriminação não pode ser tolerada.

A Secretaria destacou que ataques motivados por orientação sexual ou identidade de gênero representam violação de direitos e contrariam princípios fundamentais de respeito e igualdade na sociedade.

O posicionamento também reconhece a trajetória de Aquiles Barboza na promoção da cultura gaúcha e sua contribuição para o fortalecimento de iniciativas culturais no Rio Grande do Sul.

Segundo a manifestação, a Secretaria da Cultura reafirma seu compromisso com a promoção de uma cultura baseada no respeito, na diversidade e na inclusão, repudiando qualquer forma de preconceito, discriminação ou violência.

O caso reacendeu discussões sobre intolerância no ambiente digital e sobre a importância de garantir que espaços culturais sejam ambientes de convivência democrática e plural.

Para especialistas da área cultural, a preservação das tradições populares deve caminhar ao lado do respeito à diversidade, valorizando diferentes identidades e trajetórias dentro da cultura brasileira.

Foto: Divulgação

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