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Feminicídio em Nova Prata destaca importância do combate à violência contra a mulher

No último sábado, o governador Eduardo Leite compartilhou um vídeo nas redes sociais abordando o feminicídio de Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, ocorrido em Nova Prata, na Serra Gaúcha. A vítima era diretora-administrativa da Secretaria do Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul e deixa um filho autista de 26 anos.

Leite enfatizou a necessidade de união entre os Poderes e a sociedade para enfrentar essa “patologia social”, destacando que a luta contra a violência de gênero deve ser uma prioridade coletiva. Ele lembrou a trajetória de Roseli na defesa dos direitos das mulheres e a importância de intensificar as políticas de proteção e atendimento especializado.

Roseli Albuquerque era uma servidora exemplar, com uma carreira consolidada na vida pública. Além de sua atuação na SEL, foi vereadora por dois mandatos em Nova Prata, onde se destacou pelo trabalho em prol da inclusão de pessoas com deficiência e dos direitos femininos.

Em 2022, após candidatar-se a deputada estadual e conquistar a suplência, Roseli também disputou a vice-prefeitura em 2024, na chapa de Volnei Minozzo (União). Com isso, ela se torna a 17ª vítima de feminicídio no estado apenas em 2026.

Detalhes do crime

A Polícia Civil informou que o assassinato ocorreu por volta das 3h30min, no apartamento de Roseli, e foi cometido pelo ex-marido, que posteriormente se suicidou. Acredita-se que a causa da morte tenha sido estrangulamento.

A Brigada Militar foi acionada após a mãe da vítima receber uma mensagem de texto dela. Ao chegarem ao local, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência constatou o óbito, pois o crime já havia ocorrido.

Não havia registros recentess de medidas protetivas entre o casal, que, embora separado há seis meses, ainda convivia no mesmo apartamento com o filho. O autor do crime não residia mais no local, mas mantinha cópias das chaves.

Reflexão sobre a violência doméstica

O governador Leite destacou a complexidade dos ciclos de violência doméstica, frequentemente silenciosos por anos. Ele apontou que o casal foi casado por 28 anos, com apenas um registro formal de ocorrência, em 2017.

Este caso marca o sexto feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em fevereiro, superando o mesmo período do ano anterior. Leite expressou sua preocupação com o crescimento dessas estatísticas: “Números alarmantes que precisam ser um alerta para todos. O feminicídio é resultado do machismo e da ideia absurda de posse sobre a vida das mulheres.”

Embora reconhecendo os avanços nas políticas para combate à violência, o governador admitiu que as ações ainda são insuficientes. Ele reiterou o compromisso de expandir as iniciativas para garantir que as mulheres possam viver com liberdade e em paz.

Leite também fez um apelo à população: “Não se omitam. Ao menor sinal de violência, denunciem. Procurem delegacias, especialmente as de Pronto Atendimento que funcionam 24 horas, ou usem o 181 para denúncias anônimas. Em caso de emergência, liguem 190 imediatamente. Não esperem que a situação chegue ao limite. Em memória de Roseli e de tantas outras mulheres, não vamos recuar.”

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