Saída ocorre para disputar eleições e integra reconfiguração do governo federal
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, deixou o cargo no dia 1º de abril de 2026, após três anos à frente da política ambiental do governo federal.
A saída ocorre dentro do calendário eleitoral, que exige o afastamento de ministros que pretendem disputar as eleições. Marina deve concorrer a um cargo no pleito de outubro, com possibilidade de candidatura ao Senado por São Paulo.
Com a saída, o comando do ministério passa a ser exercido por João Paulo Capobianco, que ocupava a função de secretário-executivo da pasta e já atuava diretamente na formulação das políticas ambientais.
Durante a gestão iniciada em 2023, Marina Silva liderou a retomada da governança ambiental no país, com foco na redução do desmatamento, reestruturação de políticas públicas e reposicionamento do Brasil em agendas internacionais sobre clima.
Dados apresentados ao final do período indicam queda significativa nos índices de desmatamento, além da ampliação de instrumentos de financiamento climático e da reorganização institucional do ministério.
Em sua despedida, a ministra destacou que encerra o ciclo com a missão cumprida, após um período marcado pela reconstrução da política ambiental brasileira e pela condução de pautas estratégicas, como a agenda climática e a realização de conferências internacionais.
A mudança faz parte de um movimento mais amplo no governo federal, com a saída de integrantes do primeiro escalão para participação direta no processo eleitoral de 2026.
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