Fim das placas de aviso de radares exige mais atenção dos motoristas nas rodovias

Nova regra mantém fiscalização e multas, mas elimina sinalização prévia de equipamentos de velocidade Quinta-feira, 9 de abril de 2026 Uma mudança nas regras de trânsito brasileiras está exigindo mais atenção dos motoristas nas rodovias. Com o fim das placas que indicavam a presença de radares eletrônicos, a forma de fiscalização passa a ser menos previsível para os condutores. A alteração está baseada na Resolução nº 798/2020 do Conselho Nacional de Trânsito, que retirou a obrigatoriedade das chamadas placas educativas — aquelas que alertavam previamente sobre lombadas eletrônicas e outros equipamentos de controle de velocidade. Apesar da retirada da sinalização, os limites de velocidade continuam valendo normalmente, assim como a aplicação de multas para quem descumprir as regras. Sem os avisos antecipados, os motoristas passam a ter mais dificuldade para identificar os pontos exatos de fiscalização, o que pode reduzir o comportamento comum de diminuir a velocidade apenas em locais onde havia radares sinalizados. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, a medida tem como objetivo incentivar uma condução mais consciente e constante ao longo de todo o trajeto, promovendo maior segurança viária. A orientação das autoridades é que os condutores respeitem os limites de velocidade em todos os trechos, independentemente da presença visível de equipamentos de fiscalização. Reportagem: Márcio Prado — Portal de Notícias Legal Sigam nossas redes sociais no Facebook e no Instagram.
Polícia apreende quase 50 toneladas de maconha em bunker no Rio de Janeiro

Operação no Complexo da Maré é considerada a maior apreensão de drogas da história do Brasil Quarta-feira, 08 de abril de 2026 RIO DE JANEIRO – A Polícia Militar do Rio de Janeiro realizou uma das maiores apreensões de drogas já registradas no país ao localizar quase 50 toneladas de maconha escondidas em um bunker concretado no Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense. A ação ocorreu na terça-feira (07), com balanço divulgado nesta quarta-feira (08). Segundo a corporação, o entorpecente estava armazenado em uma estrutura subterrânea utilizada pelo tráfico na comunidade da Nova Holanda. Ao todo, foram encontrados cerca de 48 toneladas de maconha, distribuídas em mais de 42 mil tabletes. A droga precisou ser removida com o auxílio de caminhões, em uma operação que durou várias horas. Além do grande volume de entorpecentes, os policiais apreenderam armamento pesado, incluindo fuzis e pistolas, e ainda recuperaram 26 veículos roubados. A descoberta do bunker contou com a atuação de um cão farejador da corporação, que indicou a presença da droga mesmo escondida em estrutura concretada, demonstrando a eficácia do trabalho especializado das equipes. De acordo com a Polícia Militar, o prejuízo estimado ao crime organizado é de aproximadamente R$ 50 milhões. A apreensão é considerada recorde no Brasil, superando a maior anterior, registrada em 2021, quando 36,5 toneladas foram interceptadas no Mato Grosso do Sul. A operação mobilizou cerca de 250 policiais de diferentes unidades especializadas e faz parte das ações de combate às facções criminosas que atuam na região. Reportagem: Márcio Prado — Portal de Notícias LegalSigam nossas redes sociais no Facebook e no Instagram.
Nova lei do farol gera multas e pontos na CNH em 2026; motoristas precisam redobrar atenção

Mudanças nas regras de iluminação nas rodovias brasileiras já estão em vigor e podem pegar condutores de surpresa Quarta-feira, 08 de abril de 2026 Motoristas de todo o Brasil precisam ficar atentos às regras atualizadas da chamada “lei do farol”, que segue gerando dúvidas e já começa a resultar em multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2026. De acordo com a legislação em vigor, o uso do farol baixo durante o dia passou a ser obrigatório apenas em rodovias de pista simples, ou seja, aquelas sem separação física entre os sentidos de tráfego. Já em rodovias de pista dupla, com canteiro central ou divisórias, o uso do farol durante o dia é facultativo — uma mudança significativa em relação às regras anteriores, que exigiam o uso em qualquer tipo de rodovia. Outro ponto importante é que veículos equipados com luz de rodagem diurna (DRL) estão dispensados de acionar o farol baixo durante o dia, pois o sistema já garante visibilidade adequada. Apesar disso, a obrigatoriedade permanece em diversas situações, como durante a noite, em túneis e em condições de baixa visibilidade, como chuva, neblina ou cerração. ⚠️ Multa e pontos na CNH O descumprimento da regra em rodovias de pista simples é considerado infração média, com penalidade de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH. A fiscalização pode ocorrer inclusive de forma automática em algumas rodovias, o que aumenta o risco de autuação para motoristas desatentos. 🚗 Segurança no trânsito A exigência do uso do farol durante o dia em determinados trechos tem como objetivo aumentar a visibilidade dos veículos e reduzir o risco de acidentes, especialmente colisões frontais em rodovias de mão dupla. Especialistas reforçam que, mesmo quando não é obrigatório, manter o farol aceso pode ser uma medida preventiva importante. Reportagem: Márcio Prado — Portal de Notícias LegalSigam nossas redes sociais no Facebook e no Instagram.
Governo eleva imposto sobre cigarros para compensar isenções em combustíveis

Medida busca equilibrar arrecadação após redução de tributos sobre querosene de aviação e biodiesel Quarta-feira, 07 de abril de 2026 O governo federal decidiu elevar o imposto sobre cigarros como forma de compensar a perda de arrecadação provocada por isenções concedidas a combustíveis como o querosene de aviação e o biodiesel. A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas ao equilíbrio fiscal, buscando manter a arrecadação em níveis suficientes para cumprir metas econômicas. Além do aumento na tributação sobre o tabaco, o governo também estuda outras alternativas para reforçar o caixa. A redução de impostos sobre combustíveis tem como objetivo aliviar custos em setores estratégicos, como o transporte aéreo e a cadeia produtiva de biocombustíveis. No entanto, essa política gera impacto direto na arrecadação, exigindo compensações em outras áreas. O aumento do imposto sobre cigarros também é defendido sob o argumento de saúde pública, já que a elevação de preços tende a desestimular o consumo. Especialistas avaliam que a estratégia pode ter efeitos positivos tanto no controle fiscal quanto na redução do tabagismo, embora alertem para possíveis impactos no mercado ilegal de cigarros. O governo ainda deve detalhar como serão aplicadas as demais medidas previstas para garantir o equilíbrio das contas públicas. Reportagem: Márcio Prado — Portal de Notícias Legal Sigam nossas redes sociais no Facebook e no Instagram.
Bolsonaro está há quase uma semana sem soluços e retoma fisioterapia, diz Michelle

Ex-presidente se recupera em prisão domiciliar após internação por pneumonia e segue sob restrições do STF Domingo, 5 de abril de 2026 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou neste sábado (4) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está há quase uma semana sem episódios de soluços recorrentes, condição que vinha sendo causada por espasmos. Segundo ela, a melhora no quadro clínico permitiu a retomada das sessões de fisioterapia, consideradas fundamentais para a recuperação após a internação provocada por uma pneumonia, ocorrida em 13 de março. Em publicação nas redes sociais, Michelle celebrou a evolução da saúde do marido. “Galego está há seis dias sem soluços, conseguindo fazer a fisioterapia. Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”, escreveu. Após permanecer cerca de duas semanas internado no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar em caráter humanitário e temporário pelo prazo de 90 dias. A medida foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com o período passando a contar a partir da alta hospitalar, registrada no último dia 27. Desde então, o ex-presidente segue em recuperação na residência da família, no bairro Jardim Botânico, no Distrito Federal, sob acompanhamento de Michelle Bolsonaro. As condições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes determinam uma série de restrições. Bolsonaro está proibido de utilizar celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. Ele também não pode acessar redes sociais, nem gravar vídeos ou áudios. As visitas familiares também foram regulamentadas: filhos que não residem com ele podem visitá-lo apenas às quartas-feiras e aos sábados, em horários previamente definidos — das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h. Reportagem: Márcio Prado — Portal de Notícias LegalSigam nossas redes sociais no Facebook e no Instagram.
Aposentadoria por idade em 2026: regras, valores e quem tem direito

A aposentadoria por idade segue critérios definidos após a Reforma da Previdência e permanece como uma das principais formas de acesso ao benefício do INSS em 2026. Requisitos Para solicitar o benefício, é necessário cumprir: Idade mínima Tempo mínimo de contribuição Segurados que já contribuíam antes da reforma podem se enquadrar em regras de transição, com idade mínima progressiva. Cálculo do valor O valor da aposentadoria é definido a partir do histórico de contribuições: Faixa de valores em 2026 O valor final varia conforme o tempo de contribuição e a média salarial do segurado. Observações O acesso ao valor máximo exige longo período de contribuição com rendimentos próximos ao teto previdenciário. A maioria dos beneficiários recebe valores próximos ao salário mínimo. Síntese A aposentadoria por idade exige cumprimento simultâneo de idade mínima e tempo de contribuição, com cálculo baseado na média dos salários ao longo da vida contributiva. O modelo é progressivo e proporcional ao histórico do trabalhador. Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Câmara aprova projeto que reconhece chácaras como propriedades rurais

Medida pode ampliar acesso a crédito, incentivos fiscais e políticas públicas no campo A Câmara dos Deputados avançou na aprovação de um projeto que permite o reconhecimento de chácaras com até 2 mil metros quadrados como propriedades rurais no Brasil. A proposta estabelece que essas áreas poderão ser enquadradas oficialmente como imóveis rurais, desde que sejam utilizadas para atividade agropecuária, seja para subsistência ou comercialização. Na prática, a medida corrige uma distorção histórica: muitos pequenos produtores atuam em áreas produtivas, mas não têm acesso a políticas públicas por falta de enquadramento legal. O que muda com a proposta Com o novo enquadramento, os proprietários dessas áreas passam a ter acesso a benefícios antes restritos a imóveis rurais formalmente reconhecidos. Entre os principais pontos estão: Além disso, a medida pode fortalecer a produção local, aumentar a renda das famílias e incentivar práticas mais sustentáveis no campo. Impacto para pequenos produtores A proposta tem foco direto na agricultura familiar e em produtores de pequena escala, muitos deles localizados em áreas próximas a centros urbanos. Com acesso a financiamento, tecnologia e suporte técnico, a expectativa é de aumento na produtividade e maior inserção desses produtores na economia formal do setor agropecuário. Próximos passos Apesar da aprovação na Câmara, o projeto ainda precisa passar por outras etapas no Congresso, incluindo análise no Senado. Caso seja aprovado, seguirá para sanção presidencial e regulamentação, que definirá os critérios práticos para aplicação da lei. Se confirmado, o novo enquadramento pode representar uma mudança estrutural no reconhecimento de pequenas propriedades produtivas no país, ampliando o alcance das políticas agrícolas e fortalecendo a base da produção rural brasileira. Foto: Reprodução
Marina Silva deixa Ministério do Meio Ambiente após três anos

Saída ocorre para disputar eleições e integra reconfiguração do governo federal A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, deixou o cargo no dia 1º de abril de 2026, após três anos à frente da política ambiental do governo federal. A saída ocorre dentro do calendário eleitoral, que exige o afastamento de ministros que pretendem disputar as eleições. Marina deve concorrer a um cargo no pleito de outubro, com possibilidade de candidatura ao Senado por São Paulo. Com a saída, o comando do ministério passa a ser exercido por João Paulo Capobianco, que ocupava a função de secretário-executivo da pasta e já atuava diretamente na formulação das políticas ambientais. Durante a gestão iniciada em 2023, Marina Silva liderou a retomada da governança ambiental no país, com foco na redução do desmatamento, reestruturação de políticas públicas e reposicionamento do Brasil em agendas internacionais sobre clima. Dados apresentados ao final do período indicam queda significativa nos índices de desmatamento, além da ampliação de instrumentos de financiamento climático e da reorganização institucional do ministério. Em sua despedida, a ministra destacou que encerra o ciclo com a missão cumprida, após um período marcado pela reconstrução da política ambiental brasileira e pela condução de pautas estratégicas, como a agenda climática e a realização de conferências internacionais. A mudança faz parte de um movimento mais amplo no governo federal, com a saída de integrantes do primeiro escalão para participação direta no processo eleitoral de 2026. Foto: Divulgação
PM aposenta tenente-coronel réu por feminicídio com salário de cerca de R$ 20 mil

Decisão gera revolta e levanta debate sobre privilégios e responsabilidade institucional A Polícia Militar de São Paulo concedeu aposentadoria ao tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, réu por feminicídio da própria esposa, mesmo com o processo criminal em andamento. A medida garante ao oficial remuneração na faixa dos R$ 20 mil mensais, gerando forte repercussão nacional. A transferência para a reserva foi formalizada após solicitação do próprio militar e ocorreu poucos dias após sua prisão preventiva. Antes disso, ele recebia cerca de R$ 28 mil mensais, e a aposentadoria foi concedida com base em critérios legais da carreira militar. O caso envolve a morte da policial militar Gisele Santana, inicialmente tratada como suicídio, mas posteriormente investigada como feminicídio. Laudos periciais, análise de celular e inconsistências na cena do crime levaram o Ministério Público a denunciar o oficial também por fraude processual. Apesar da aposentadoria, o processo criminal segue em andamento, assim como procedimentos internos que podem resultar na perda da patente e até expulsão da corporação. A Polícia Militar afirma que a medida administrativa não interfere na responsabilização judicial. Outro ponto que ampliou a repercussão foi a questão do pagamento: embora a aposentadoria tenha sido concedida com manutenção salarial, o valor pode ser suspenso enquanto o militar estiver preso, conforme regras administrativas. O caso provocou indignação entre familiares da vítima e reacendeu o debate sobre possíveis distorções no sistema de benefícios das forças de segurança, especialmente quando envolvem agentes acusados de crimes graves. A situação também levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre garantias legais da carreira militar e a necessidade de resposta institucional mais rígida diante de casos de violência contra a mulher — especialmente quando praticados por agentes públicos. Foto: Divulgação/ TV Globo
Lei protege idosos contra superendividamento, mas não perdoa dívidas

Norma garante renda mínima, limita abusos e cria mecanismo de renegociação com bancos Está em vigor no Brasil a Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, que estabelece regras para proteger consumidores — especialmente idosos — contra o comprometimento excessivo da renda com dívidas. Ao contrário do que tem circulado em redes sociais, a legislação não prevê o perdão automático de débitos. O objetivo é garantir condições justas de pagamento, preservando o mínimo necessário para a subsistência do devedor. A lei introduz o conceito de “mínimo existencial”, que impede que a totalidade da renda seja utilizada para quitar dívidas, assegurando recursos para despesas básicas como alimentação, moradia e saúde. Outro ponto central é a possibilidade de renegociação global das dívidas. O consumidor pode apresentar um plano de pagamento que reúna diferentes débitos, com parcelas compatíveis com sua capacidade financeira. Nesses casos, instituições financeiras são obrigadas a participar do processo de negociação. A legislação também reforça o combate a práticas abusivas, como oferta agressiva de crédito, falta de transparência contratual e cobranças constrangedoras. Podem ser incluídas na renegociação dívidas de consumo, como cartão de crédito, empréstimos pessoais e contas básicas. Ficam de fora, em regra, obrigações como pensão alimentícia, tributos e financiamentos com garantia real. Na prática, a lei estabelece um novo equilíbrio nas relações de consumo, ao reconhecer que o pagamento de dívidas não pode comprometer a dignidade do cidadão. Ao mesmo tempo, mantém a obrigação de quitação dos débitos, afastando a ideia de anistia financeira. A efetividade da norma, no entanto, depende da iniciativa do consumidor em buscar a renegociação, seja diretamente com as instituições financeiras, seja por meio de órgãos de defesa do consumidor ou do Poder Judiciário. Foto: Divulgação/ Agência Brasil